Graus da Doença Periodontal em Cães e Gatos: Entenda os 4 Estágios
Conheça os quatro estágios da doença periodontal em cães e gatos, os sinais de alerta, como é feito o diagnóstico e quando procurar tratamento veterinário.
A doença periodontal é uma inflamação causada pelo acúmulo de placa bacteriana ao redor dos dentes. Sem controle, o processo começa na gengiva e pode atingir o ligamento periodontal e o osso que sustentam cada dente. Mau hálito, gengiva vermelha e dificuldade para mastigar estão entre os sinais mais comuns em cães e gatos.
Embora muitos tutores usem a expressão “graus da doença periodontal”, a classificação técnica utiliza quatro estágios, identificados como PD1, PD2, PD3 e PD4. Existe ainda o PD0, que representa um periodonto clinicamente saudável. A classificação é feita individualmente: um mesmo animal pode ter dentes em estágios diferentes.
PD0: boca clinicamente saudável
No PD0, não existem sinais clínicos de gengivite ou periodontite. A gengiva tem aspecto saudável e não há perda dos tecidos de sustentação do dente.
Esse é o melhor momento para manter uma rotina preventiva, com escovação frequente usando creme dental veterinário e acompanhamento periódico. Produtos de uso humano não devem ser usados nos pets.
Estágio 1 (PD1): gengivite
No primeiro estágio, a inflamação está restrita à gengiva. Ela pode ficar avermelhada, inchada ou sangrar com facilidade, e o animal pode apresentar mau hálito. Ainda não existe perda de inserção periodontal nem alteração no osso alveolar.
Como os tecidos de sustentação permanecem preservados, a gengivite pode regredir quando a placa é removida profissionalmente e o controle em casa é mantido conforme orientação veterinária. Sem tratamento, porém, ela pode avançar para periodontite.
Estágio 2 (PD2): periodontite inicial
No PD2, a doença já ultrapassou a gengiva e provocou perda inferior a 25% da sustentação do dente. Podem existir bolsas periodontais e alterações iniciais visíveis nas radiografias odontológicas.
Essa perda não é revertida apenas com escovação. O tratamento é planejado de acordo com cada dente e pode incluir limpeza acima e abaixo da gengiva, polimento, tratamento periodontal e um programa individual de cuidados em casa.
Estágio 3 (PD3): periodontite moderada
O estágio 3 apresenta perda de 25% a 50% da inserção periodontal. Retração da gengiva, exposição de parte da raiz, envolvimento da região entre as raízes e mobilidade dentária podem estar presentes.
O pet também pode mastigar de um lado só, deixar a ração cair, evitar brinquedos duros ou reagir quando alguém toca seu rosto. Alguns dentes podem ser preservados com tratamento periodontal avançado, enquanto outros precisam ser extraídos para eliminar dor e infecção.
Estágio 4 (PD4): periodontite avançada
No PD4, mais de 50% da sustentação do dente foi perdida. O comprometimento do osso e dos tecidos periodontais é grave, e pode haver mobilidade acentuada, raízes expostas, secreção, sangramento e dor.
Nessa fase, a extração dos dentes sem suporte adequado costuma fazer parte do tratamento. A decisão depende do exame clínico, das radiografias e da possibilidade de manter cada dente saudável e sem dor no longo prazo.
Sinais de alerta em cães e gatos
Cães e gatos podem continuar comendo mesmo sentindo dor. Por isso, esperar que o animal recuse alimento pode atrasar o diagnóstico.
Como o estágio é confirmado
O aspecto externo do tártaro não revela sozinho a gravidade da doença. Parte importante das lesões fica abaixo da linha da gengiva. Para avaliar toda a boca, o médico-veterinário examina cada dente, mede as bolsas periodontais e utiliza radiografias odontológicas para verificar raízes e osso alveolar.
O exame odontológico completo e o tratamento são realizados sob anestesia geral, com monitorização e protocolo definidos para o estado de saúde do paciente. A avaliação pré-anestésica permite identificar riscos e individualizar o procedimento.
Como prevenir a progressão
A escovação regular é a principal medida doméstica para controlar a placa bacteriana. Ela deve ser introduzida gradualmente, com escova macia e produto formulado para animais. Dietas, petiscos e outros itens odontológicos podem complementar a rotina quando indicados pelo médico-veterinário, mas não substituem o exame da boca.
O cálculo dental já aderido não sai com escovação, petiscos ou soluções caseiras. A tentativa de raspar os dentes em casa pode causar dor, lesões e não trata a área abaixo da gengiva, onde a periodontite está ativa.
Quando procurar atendimento odontológico
Ao notar mau hálito, sangramento, dor para mastigar ou qualquer mudança na boca do pet, agende uma avaliação. Mesmo sem sintomas evidentes, o exame oral deve fazer parte das consultas periódicas, pois identificar o problema no PD1 reduz o risco de perda dentária.
A equipe de odontologia veterinária da FitPet atende cães e gatos na unidade de Piracicaba, com avaliação e planejamento individualizados. Consulte Preços de Odontologia ou [agende uma avaliação](/agendar).
Classificação técnica baseada na nomenclatura do American Veterinary Dental College.
Perguntas frequentes
Quantos graus tem a doença periodontal em cães e gatos?
A classificação veterinária reconhece quatro estágios da doença periodontal, do PD1, restrito à gengiva, ao PD4, com perda avançada dos tecidos que sustentam o dente. O PD0 indica um periodonto clinicamente saudável.
A doença periodontal tem cura?
A gengivite do estágio 1 pode regredir com tratamento e controle adequado da placa. A perda de sustentação que ocorre a partir do estágio 2 é permanente, mas o tratamento pode controlar a doença, aliviar a dor e preservar dentes quando possível.
Como saber em qual estágio o pet está?
O estágio é determinado dente por dente por meio de exame oral, sondagem periodontal e radiografias odontológicas. A observação da boca do animal acordado não mostra toda a extensão das lesões abaixo da gengiva.
Escovar os dentes remove o tártaro já formado?
Não. A escovação ajuda a controlar a placa e a prevenir novos depósitos, mas não remove com segurança o cálculo dental já aderido. Nesses casos, é necessária avaliação veterinária.
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